sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ETERNA ESPERANÇA

Enzo Carlo Barrocco


















A pouca luz que se tinha
vagava toda perdida
aquém das desconhecidas
estrelas. A noite todinha

de silêncio salpicada
vergada para o ocidente
de um ponto luminescente
a lua desfigurada.

Tenho a alma descuidada
pois nem percebo a mudança
à medida  que se avança

aos confins da madrugada;
portanto, essa luz sagrada
é uma eterna esperança.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

EUSÉBIO DE QUEIROZ NA SEARA DOS NOTÁVEIS

Eusébio de Queiroz Coutinho Matoso da Câmara (São Paulo de Luanda, 27.12.1812 – Rio de Janeiro, 7.5.1868) político e magistrado brasileiro nascido em Angola, era filho de um funcionário da administração colonial portuguesa em Angola, cuja família se transferiu para o Brasil, em 1815. Diplomou-se pela Faculdade de Direito de Olinda, Pernambuco, em 1832, mas se mudou para o Rio de Janeiro, onde fez carreira política. Deputado Estadual e Deputado Geral a partir de 1838, quando assumiu a pasta da Justiça do Gabinete conservador de 1848 a 1852 coube-lhe a responsabilidade da elaboração e da execução da lei de 4.9.1850, a chamada Lei Eusébio de Queiroz, que acabou com tráfico de escravos no Brasil. Fez um discurso, em 1852 na Câmara dos Deputados que foi um dos mais importantes para a compreensão das atitudes dos conservadores da época, opondo-se ao poderio crescente dos que eram a favor da escravidão. Eusébio dizia que o comércio de escravos onerava a classe dos fazendeiros. Nomeado senador em 1854, passou a integrar, no ano seguinte o conselho de Estado. Eusébio de Queiroz deu a sua inegável contribuição para a erradicação da escravidão no Brasil dando um passo gigantesco para a que o tráfico negreiro fosse totalmente extirpado do Brasil com o advento da Lei Áurea, em 1888.

GALERIA DE RETRATOS: INDAIÁ, LEOMAR E RENATA




quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

OVÍDIO; DUMAS, PAI E PASCAL NO DIÁRIO DOS PENSADORES




CONJECTURAS


Enzo Carlo Barrocco 

          



















Se eu morrer minhas contas estarão libertas;
se eu morrer, um ou dois dias para chorar...
Flores e algum murmúrio de oração
se eu morrer.

Sim... uns olhares comovidos
e meu rosto morto de saudade e dança;
eu poderia pedir uma cerveja,
acender um cigarro, cuspir no chão.

Meus poemas
taciturnos pelas gavetas.
Já não serei tão insensato se eu morrer.