segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

LIBÉLULAS RUBRAS - 18ª TRÍADE


Enzo Carlo Barrocco


PARTO UNIVERSAL


Uma metade de lua
avança horizonte acima:
um parto universal
sobre a ponta da baía.
Em cada alma
uma esperança de luz.


A VELHICE NÃO VEM SÓ.

Num piscar de olhos
envelhecestes
e notarás, por fim,
que essa estrada
escarpada e estreita
nunca tergiversa.


MÚSICA GERAL

Os grilos se arriscam
nos beirais das casas;
códigos que a natureza
entende. A música geral,
o chamado cósmico.
À noite a natureza se propaga. 


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A POESIA DA IMAGEM - FLOR ESCARLATE


DA SÉRIE NATUREZA VIVA


Foto: Enzo Carlo Barrocco

ELVIS, RENARD E RUI BARBOSA NO DIÁRIO DOS PENSADORES



* Antes que você me acuse, critique ou explore, ande uma milha nos meus sapatos. 
- Elvis Presley( East Tupelo 1935 — Memphis, 1977)cantor, compositor e ator americano










* Um pouco de desprezo economiza bastante ódio.
- Jules Renard (Châlons du Maine 1864 – Paris 1910) romancista e dramaturgo francês








* Ninguém consegue ser subversivo após uma feijoada.
- Rui Barbosa
  (Salvador 1849 - Petrópolis, RJ 1923) político, orador e ensaísta baiano



 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

NUNCA MAIS AS BRANDAS ALVORADAS


Enzo Carlo Barrocco

















Acaso eu partisse amanhã -
A longa noite me abarcaria,
À proa de um batel grotesco
Desapareceria treva adentro.

Nunca mais esta luz vibrante
Contra os dorsos das minhas
Mãos instigantes. Nunca mais,
nunca mais as brandas alvoradas.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

HAI-KAIS - 25ª TRÍADE

Enzo Carlo Barrocco


Surge das águas
o sol; o dia nascendo
jangadas  ao mar.


*** 

Chuva nos canteiros,
quiabo, chicória, salsa;
pequena colheita


***

A manhã nublada,
fumaça pelo telhado –
café quentinho.

AS PAISAGENS DO POEMA


Enzo Carlo Barrocco




















Trago agora destoantes
Meus sermões de agonia
Nas largas dunas do dia
Nas paisagens coruscantes.

Costurando céus tingidos
De tintas mirabolantes
Nos horizontes vibrantes
Alguns prazeres fingidos.

Ouço a voz da poesia
Pelos caminhos errantes
Seus apelos delirantes

Soam uma falsa alegria
Jamais eu confiaria
Em seus olhos intrigantes.