quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

JIRAU DOS CÉLEBRES – MARCEL



 
O Cestinha de Ouro

Marcel Ramon Ponikwar de Souza, paulista de Campinas, ex-jogador e atual técnico de basquete, comentarista esportivo, empresário e médico, no convés da fragata desde 1955, iniciou no esporte aos 5 anos de idade. O pequeno Marcel começou a jogar basquete nas divisões de base do Corinthians, modalidade que praticou com sucesso, incluindo 18 anos de serviços prestados à Seleção Brasileira, onde conquistou muitos títulos, com destaque para o Pan-Americano de 1987 em Indianápolis (EUA), frente à seleção norte-americana diante de 17 mil espectadores no Market Square Arena. Marcel atuou ao lado de Oscar Schmidt na seleção e também no Esporte Clube Sírio, onde conquistaram o Mundial Interclubes em 1979, ocasião em que a equipe brasileira derrotou a antiga Iugoslávia por 100 a 98. Porém, sua mais espetacular  conquista pela seleção, feito este que entrou para história, foi na disputa da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, onde jogando com  o grande Oscar Schmidt e tanto outros craques, conseguiram a proeza de desbancar o time da casa, a poderosa seleção americana que no elenco destacavam-se jogadores que mais tarde se tornaram grandes astros da NBA, como David Robson, Rex Chapman, Dan Majerle e Danny Manning. Os americanos já comemoravam a medalha de ouro pois atropelaram a seleção porto-riquenha na semifinal , atuação de Marcel lhe renderam 31 pontos e 10 rebotes. A façanha brasileira fez com que os Estados Unidos enviassem para as competições os jogadores da NBA em sua seleção. Marcel e Oscar comandaram uma virada histórica do Brasil, para desespero das 17 mil pessoas que compareceram ao Market Square Arena. Marcel, nos momentos decisivos, acertou um arremesso de três, deu uma assistência para Oscar e converteu a última cesta. No final, o placar mostrava o que era impossível virar realidade: Brasil 120 x 115 Estados Unidos, na época foi a maior conquista do esporte nacional, desde a Copa do Mundo de 70. Marcel, assim como outros esportistas brasileiros (Tostão, Afonsinho e Sócrates), formou-se em medicina, com especialidade em Radiologia e Medicina da Família e da Comunidade, profissão em que atua até hoje.No Campeonato Mundial de Basquete, em 1978 fez o a cesta sensacional que deu a medalha de bronze ao Brasil, após Itália ter a posse de bola e converter e está com placar de 85 x 84, Marcel conduz a bola com apenas 3 segundos e com cronômetro quase zerado Marcel, pouco antes do garrafão, acerta a cesta de que dá vitória ao Brasil. Este jogo, aliás, tive a oportunidade de assistir pela televisão. A performance de Marcel, tanto nos clubes quanto pela Seleção Brasileira, despertou o interesse do basquete italiano, um dos mais organizados e competitivos do mundo, na época, onde jogou por duas equipes: o Alno Fabriano Itália e o Indesit Caserta. Deixou as quadras como jogador em 1994, aos 38 anos, para assumir em seguida a carreira de treinador no Esporte Clube Pinheiros. Além do trabalho como técnico, Marcel também atuou como comentarista de basquete na televisão e montou uma empresa de consultoria esportiva, a DATA BASKET. Em 2010, pelo Barueri, voltou a trabalhar como treinador e em 2012 candidatou-se a vereador pela cidade paulista de Jundiaí mas não foi eleito.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

DALI E DISNEY NA MÁQUINA DO TEMPO

SALVADOR DALI E WALT DISNEY EM UMA AGRADÁVEL CONVERSA À BEIRA-MAR, EM 1957.




quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A POESIA GAÚCHA DE LILA RIPOLL



O POEMA

POEMA DE AMOR

Eu te amo com uma intensidade
que me assusta e me perturba.
Tu vives em todos os meus sentidos
e na forma dos meus pensamentos.

Minha boca é mais verdadeira e mais profunda,
porque meus lábios tocaram os teus olhos. 

Sou como uma fonte clara e simples
que reflete, no fundo, a mesma imagem.

Para mim podem morrer todas as paisagens
que ainda existem,
porque me basta a paisagem que me deres.

Eu vivo porque tu existes em todos os meus sentidos
e na forma dos meus pensamentos.


A POETA

Lila Ripoll, poeta e militante política gaúcha, (Quaraí 1905 – Porto Alegre 1967) começou sua lida poética em 1938 com a publicação do livro “De Mãos Postas”. Durante sua vida, como membro da Frente Intelectual do Partido Comunista, dedicou-se a todas as causas relacionadas aos direitos e à promoção do operariado. Em 1964, nos primeiros dias do golpe militar, foi presa, mas libertada, em seguida, devido ao estado avançado do câncer em que se encontrava. Lembremos Lila Ripoll, poeta incansável do Rio Grande.


 

QUINTANA, MILLÔR E BERILO NO DIÁRIO DOS PENSADORES